quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

“O Daime mexe com o nosso inconsciente”, diz Ney Matogrosso no Ensaio


Uma das vozes mais expressivas da música brasileira, um artista performático que nos anos 70 escandalizou e encantou o Brasil. Ele é Ney Matogrosso, o convidado de Fernando Faro no Ensaio deste domingo (23/01), às 23h, na TV Cultura.

Ney lembra do primeiro Ensaio que gravou, em 1990, e que teve a presença do violonista Raphael Rabello. Sua participação marcou a reestreia do programa, que antes era chamado de MPB Especial e deixou de ser exibido por 15 anos.



O artista fala também, dentre outros assuntos, sobre a sua relação com as drogas e a polêmica que existe em torno do Santo Daime. “O Daime mexe com o nosso inconsciente. Ele não é uma religião, meramente. A bebida você toma e ela vai trabalhar você. Você vai saber quem é de verdade”. Ney diz ainda que teve experiências reveladoras no período em que usou drogas, mas que hoje em dia as considera impuras.



Sobre o Secos e Molhados [lançado em 1973, o grupo teve grande repercussão no Brasil e no exterior, e era formado por Ney Matogrosso, Gerson Conrad e João Ricardo], o cantor esclarece: “Eu agradeço ter surgido na música e ter surgido como artista dentro do Secos e Molhados. Agradeço mesmo. Acho que foi um trabalho que mudou as mentes do Brasil”.



O cantor revela ainda como a pintura no rosto mudou sua personalidade. “No momento que eu perdi o rosto, que deixei de ser eu, parece que eu falei Shazan, eu virei outra coisa. Eu virei uma pessoa que não tinha medo de nada”.



No repertório do programa, clássicos na voz do cantor como Tango para Tereza (Evaldo Gouveia / Jair Amorim), A Distância (Roberto Carlos / Erasmo Carlos), Medo de amar (Vinicius de Moraes), A Bela e a Fera (Edu Lobo / Chico Buarque) e Mulher sem razão (Cazuza / Dé / Bebel Gilberto).

Um comentário:

  1. Ney Matogrosso é um espetáculo, e concordo plenamente com ele em relação à impureza das drogas. Não é papo careta não, mas algo que antes de chegar a sua mão, destroça tantas famílias direta e indiretamente, e gera tanta violência... Por melhor que seja a onda, não vale à pena.

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